A Divina Cevada
Todo
mundo sabe que a CERVEJA é uma bebida feita a partir fermentação de cereais e
que depois da água e do chá (existem pessoas que bebem isso?) é a bebida mais
consumida no mundo, mas o que algumas pessoas confundem um pouco sobre a sua
criação. Acredita se que foi a primeira bebida alcoólica inventada pelo homem,
6.000 anos A.C. na Mesopotâmia, em um período entre o Neolítico e a Idade dos
Metais em algum lugar entre o Irã e o Iraque.
A
produção da cerveja foi relatada e regulamentada na Estela de Hamurabi (que
esta no Louvre) e data 1760 A.C. E a coisa era seria, tão seria que quem não
respeitasse era condenado a morte. Existiam leis de comercialização, fabricação
e consumo da cerveja, relacionando direitos e os deveres dos consumidores.
Funcionava mais ou menos assim: existia uma cota diária de cerveja para o povo:
2 litros para os trabalhadores, 3 para os funcionários públicos e 5 para os
administradores e o sumo sacerdote. O código também impunha punições severas
para os taberneiros que tentassem enganar os seus clientes.
Os arqueólogos ainda
afirmam que existiu uma menção no Hino a Ninkasi, a deusa da cerveja, de que os
sumérios já produziam a bebida.
Mas
foi na Babilônia que a variedade entrou em alta, dá-se conta da existência de
diferentes tipos de cerveja, originadas de diversas combinações de plantas e
aromas, e o uso de diferentes quantidades de mel.
Anos
depois no Egito, a galera mais popular (povão) que não tinha Dim Dim para
comprar vinho, aderiu a uma bebida trazida por algum mesopotâmio. A prova disto esta em hieróglifos e outras
obras artísticas que confirmam o gosto popular pelo henket ou zythum, apreciado
por todo mundo. Dizem as más línguas q um dos faraós (Ramsés III) era chegado
na loira e era conhecido nos bares e casas noturnas egípcias Como o Faraó
Cervejeiro Chegou até a pagar a conta para os sacerdotes do Templo de Amon (não confundir com Amon Amarth, a banda ).
Ai
veio o Império Romano, que no começo escravizava o povo e tomava cerveja, mas,
depois da Republica Romana, em uma jogada de marketing, o vinho destronou a
cerveja como a bebida preferida, e quem bebesse Cerveja, naquela época, era
considerado bárbaro.
A cerveja teve alguma
importância na vida dos primeiros romanos, mas eles ainda assim preferiam o gosto oriundo de
“Baco”.
Com o
Cristianismo, e na Idade Média (não confundir com Terra Média) vários mosteiros
fabricavam Cerveja e, como alquimistas, faziam experiências com varia ervas
aromatizantes, até que um monge do Mosteiro de San Gallo, na Suíça resolveu
fazer colocou o lúpulo para dar o gosto amargo da cerveja e para preservá-la, e
deu certo.
Mas
com a Bebida já difundida, os povos do norte também criaram o seu modo de
fabricar.Os Vikings, por exemplo, tinha uma particularidade, cada família tinha
sua própria vara de cerveja que eles usavam para agitar a bebida durante a
fabricação. Estas varas de cerveja eram consideradas herança de família, porque
era o uso da vara que garantia que a cerveja daria certo.
Na
Alemanha de 1516, os únicos materiais permitidos para fabricação de cerveja,
era malte, lúpulo e água. Com a descoberta do fermento em 1860 por Louis
Pasteur, a lei teve que mudar.
Hoje,
existem cerca 150 tipos de cerveja que tem diferenças de material utilizado na
fabricação ate a forma como é fabricado, mas isso é assunto para uma próxima
conversa.
